resumindo este meu trajeto entre universidades: ao fim do ensino médio transitei entre química, audiovisual ou ficar em casa e nada fazer. achei melhor deslocar a última opção para o cursinho. ah, aquele vasto campo de aprendizado mecânico e zzz. me lembro mais dos dias em que dormi do que os dias que prestei atenção na fala dos professores. se eu tivesse algum bom-senso ou quem sabe uma moralidade católica, a culpa teria me levado para qualquer lugar. no segundo ano de cursinho (acredite, fazer a mesma escolha errada uma vez é bobagem), me empenhei em todas as matérias. digo, me empenhei nas matérias que eu gostava. quer dizer, me empenhei nas matérias que os professores eram engraçados. tá bom, eu finjo bem, muito bem. arranjei estes cursos fuleiros de meio de ano, mas ó, faculdade pública hein, vai pensando, vai. e fui parar na fatec, nestes tecnólogos, e vou me abster de nomes, para não dizer que morro com meu veneno. mas bem calha dizer que neste brasil nada presta. duas, talvez três semanas, voltei as minhas origens, meu quarto, um ser fictício e não abstrato que, bom, isso não faz o menor sentido. retornando: achei interessante me abrenhar num curso técnico. eu tenho esta coisa de querer as coisas fáceis, me julguem. simplesmente não sei me dedicar as coisas que não tenho interesse. mas ainda não compreendo o investimento mascarado em educação tecnológica e técnica neste mundinho. dei o fora, corri para as montanhas.
surgiu a ideia, destas que não se lapida porque é capaz de virar merda, adentrei-me no requinte burguesístico da minha cidadela, chamam-o mackenzie. eu chamo "novo lugar para aboletar minha bunda e contemplar o nada" e fui estudar letras. isso foi o que a propaganda me dizia, na verdade eu fui estudar educação, esta educação do novo milênio. minha antiga escola pode até se encaixar entre os behavioristas, acho o máximo. acho grandes pequenos pontos da linguística muito interessantes. língua portuguesa faz carinho no cérebro. mas olhem para minhas fuças de educadora das massas. não, não. vamos para um lugar qualquer fazer pesquisa, e ó, universidade pública, vai achando, vai achando (e eu disse que era bobagem): vim parar na unifesp. a unifesp me recebeu de portas fechadas, pois a greve, correm boatos (e eles realmente correm), é um bicho-papão. e amigo, se você não se posicionar contra ou à favor, sera engolido.
brincadeiras de lado (nem tanto assim), o incrível de viver duas realidade completamente diferentes é achar semelhanças absurdas. e nem falo de ensino, espaço físico, me poupem. falo de comportamento humano. aquele, sabe? o bitolado. de repente, me tiraram o direito de não querer me posicionar, de não querer defender um lado. eu, como universitária, aliás, como cidadã, sou uma praga. se eu não tenho motivos suficientes para levantar do sofá, desculpem-me, mas não é acreditar ou não nos problemas, acreditar ou não na greve, apenas me abstenho da pratica. bem lembro das aulas sobre educação, dos fervorosos alunos defendendo a educação básica como um meio de politização E moralização. educadores? minha senhora, vá cuidar da sua prole como bem lhe couber o juízo. teu filho quer entender do mundo aqui fora? venha que te apresentarei o mundo em livros, em arte, em discurso, daí quanto fores maduro o suficiente vai saber se quer se da direita, da esquerda ou se quer ficar em casa. todo mundo ache o que bem entender, só não ache que o que pensa é melhor que o do outro só porque, céus, você pensa assim. se não faz sentido neste cérebro que será comido pelos amigos decompositores, não vejo porque adotar como verdade. me obriguem!
e esta é minha singela e totalmente mal escrita opinião sobre universidades, carreiras, educação e coisa nenhuma. pois n'o fundo da caneca nunca tem nada mesmo.